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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Menopausa com saúde, amor e sexo

Por Daniela Cardoso

A menopausa é um estágio natural da vida pelo qual todas as mulheres passam quando envelhecem. Embora seja normal, nenhuma mulher diria que os sintomas parecem normais. As ondas de calor, suor noturno, alterações de humor, cansaço e outros sintomas podem fazer da menopausa uma das fases mais difíceis no campo emocional e físico para uma mulher.


A menopausa ocorre quando os níveis de estrogênio começam a diminuir e provocar mudanças no ciclo menstrual. Durante a menopausa a ovulação é interrompida, fazendo com que os períodos sejam menos freqüentes, até parar totalmente. Para muitas mulheres esse processo começa silenciosamente depois dos 40 anos, geralmente entre 45 e 55 anos.

Dieta e Estilo de Vida

Comer mais soja: Os cientistas começaram a se interessar mais pelo potencial da soja depois que estudos demográficos revelaram que apenas 9% das mulheres que vivem na Ásia, onde a dieta é rica em soja, sentiam ondas de calor durante a menopausa, enquanto que de 80% a 90% das mulheres ocidentais sofrem com o problema.

Parar de fumar: Fumar cigarros podem estar muito relacionado às ondas de calor em mulheres que estão passando pela menopausa. Estudos preliminares mostraram que mulheres que sentem ondas de calor são, provavelmente, as fumantes.

Exercitar-se: Os benefícios do exercício físico nas mulheres menopáusicas são vários: activa a circulação sanguínea, o que contribui para uma temperatura corporal mais estável, fortalece os músculos e os ossos (que nesta fase degeneram muito facilmente). Aliás, diversos estudos já comprovaram que a prática contínua de exercício físico por mulheres nas fases da menopausa e pós-menopausa podem diminuir a intensidade dos afrontamentos em 55%. No entanto, isto não significa que terá de ir para o ginásio todos os dias durante duas horas. O ideal é praticar uma atividade aeróbica (marcha, corrida, bicicleta, natação…) três vezes por semana durante 20 minutos.

Falta de desejo sexual na menopausa

A falta de desejo sexual na menopausa afeta entre 20% e 40% das mulheres e, para além de apresentar sintomas físicos, também influência a mulher em termos psicológicos e emocionais. A falta de libido também pode causar stress na própria relação a dois, bem como fazer a mulher sentir-se menos feminina, menos desejada. Embora este tipo de sentimento seja bastante comum na menopausa, a vida sexual pode e deve manter-se saudável e ativa.

Como lidar com a falta de desejo sexual na menopausa?

Seguir uma alimentação saudável, incorporando alimentos como peixe, ostras, carne vermelha, carne branca, fígado, verduras, feijão vermelho, trigo-sarraceno/trigo mouro, nozes, laticínios.


Aumentar a prática de exercício físico, que pode ser muito benéfico para elevar
os níveis de energia e, consequentemente, o desejo sexual.

Incorporar técnicas de relaxamento na rotina diária (ex: ioga, pilates, meditação, massagens, alongamentos…).

Fazer exercícios de estimulação sexual.


Utilizar lubrificantes durante as relações sexuais.

Investir mais tempo nos preliminares.

Experimentar novas (e mais cômodas) posições sexuais.

A terapia hormonal de substituição é o tratamento mais utilizado na menopausa e pode ter efeitos positivos no combate à falta de libido. Converse com o seu médico. Manter as linhas de comunicação com o parceiro abertas e honestas, para que ninguém se sinta excluído e/ou culpado daquilo que o outro está a sentir.

As informações são dos sites Corpo Perfeito e Viver Menopausa

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Ciência dos corações partidos

Foto Divulgação

Por Laiane Cruz

Quem nunca sentiu o coração “doer” após o fim de um relacionamento? Ou vontade de se trancar em um quarto escuro e silencioso por horas? Além de tomar pílulas e pílulas de calmantes, comer uma barra de chocolate por minuto, acabar com todas as guloseimas da geladeira, e o pior: entrar numa fossa quando chega a sexta-feira e começa a se lembrar onde poderia estar se ainda estivesse ao lado daquele que era considerado o amor da sua vida. 


Lendo um artigo publicado na revista americana Women's Health sobre este assunto, refleti que se fôssemos colocar numa lista todos os sentimentos avassaladores que tomam conta da gente quando um relacionamento acaba, certamente uma página de blog não seria suficiente. Você pode até culpar o Ex por ter rompido, mas a dor no seu coração e corpo vem de dentro de você mesma. É o que revela um recente estudo realizado na Universidade do Estado de Nova York em Stony Brook e na Universidade Rutgers. Segundo esse estudo, terminar um namoro ou casamento literalmente dói, e mais, isso é um recurso necessário da sua mente.

De acordo com a Ph. D Lucy Brown, professora de neurobiologia e na Faculdade de Medicina Albert Einstein em Nova York e autora da pesquisa, quando você está apaixonada, seu cérebro libera certas substâncias como dopamina e ocitocina, as quais dão sensação de prazer e contentamento. Por outro lado, quando o parceiro rompe de repente, aquelas substâncias naturais de bem-estar simplesmente desmoronam, dando lugar a uma enxurrada de hormônios causadores do estresse, como cortisol e epinefrina, entre outros.

Ainda de acordo com a pesquisa, tais hormônios se liberados em quantidade limitada no organismo, podem até a ajudá-la a reagir rapidamente a situações de perigo, por exemplo, quando você está atravessando a rua e um carro surge de repente na contra mão. Porém, quando um relacionamento acaba de forma abrupta, a pessoa apaixonada adquire um trauma de longo prazo. Isso faz com que altas doses daquelas indesejáveis substâncias sejam lançadas no organismo, causando dores musculares, de cabeça, no pescoço, no estômago, além de outros problemas de saúde.

O coração despedaçado pode contribuir também para uma baixa no sistema imunológico. Os hormônios do estresse podem impedi-lo de funcionar corretamente, tornando-a mais vulnerável a bactérias e viroses como a gripe.

Segundo a psicóloga e coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial de Feira de Santana, a 108 Km de Salvador, Carolina Carvalho, é comum pessoas se sentirem deprimidas ao serem abandonadas. “Os problemas que ela desenvolve em seu psicológico se somatizam ao corpo gerando assim, problemas de saúde, e em casos mais graves são necessários medicamentos receitados por um psiquiatra para devolverem a sensação de prazer e alegria”, afirma a psicóloga.

Mas calma, há uma luz no fim do túnel. O estudo também revela que existem maneiras de contornar a dor da perda. Aprendendo a fazer técnicas de relaxamento, como respirar fundo para acalmar seu sistema nervoso. Ou ainda melhor, encontre uma amiga do tipo boa ouvinte e coloque tudo o que está sentindo para fora, assim os níveis de ocitocina devem aumentar em seu corpo, trazendo de volta a alegria de viver.

Algo que você não deve fazer de jeito nenhum é se trancar em um quarto e ficar curtindo a fossa, principalmente com aquelas músicas e fotografias do tempo em que estavam juntos. E se após perceber que não há mais jeito para vocês dois, tente desassociar seus hobbies e paixões do seu antigo amor, mas se de todo jeito isso não for possível, não tenha medo de mudar completamente os seus hábitos.

Um novo emprego, novos lugares para se divertir, iniciar um curso que há tempos tinha vontade de fazer, mudar a cor do cabelo, renovar o guarda roupa, coisas que parecem simples e corriqueiras podem ajudá-la a refazer a vida. E por fim, uma citação do escritor Paulo Coelho em um de seus artigos, chamado “ciclos da vida”: “Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.”